A Origem - Cientistas afirmam que desde
o homo-sapiens, há cerca de 30 mil anos atrás,
este ser já demonstrava algum tipo de conhecimento
contábil. Notadamente, descobertas algumas grutas
são verdadeiras provas arqueológicas, como
na gruta de Dáurignac no departamento do Haute, ao
sul da França. Registros idênticos também
foram encontrados no Brasil, no município de Raimundo
Nonato, no Piauí.
Mas foi na Europa dos primórdios
da Era Medieval, que em 1494, Luca Pacioli publica, em Veneza,
a Summa de Aritimética Geometria, Proportioni et
Proporgionalitá, na qual se distingue, para a história
da Contabilidade, o Tractatus de Computis et scripturis,
marco básico na evolução da Contabilidade.
Nesse tratado, talvez pela primeira vez, o método
contábil é explicado integralmente a partir
do inventário de toda atividade econômica,
que na época consistia o cultivo de lavouras, criação
de animais, e algumas rotas de produtos trazidos por mercadores
da Ásia Oriental.

ILUSTRAÇÃO
DA FOTO DO PADRINHO DA
CONTABILIDADE, LUCA PACIOLI
Em 1891, Fábio Besta inicia a era do controle. Besta
foi o primeiro e é o maior contador moderno. Ele
desenvolve a teoria materialística das contas. Juntamente
com Pacioli, é o maior vulto da Contabilidade. Como
o na época se vivia um período de experimentos,
novidades devidos as Revoluções Intelectuais,
Comerciais, a modernização dos meios de produção
de renda, fora inevitável. Como também as
grandes expedições marítimas, onde
surgiu o conceito atual de contabilidade de seguros
Como as cifras dos negócios foram
aumentando junto com seus horizontes, os senhores donos
dos meios de produção começaram a clamar
por um controle e classificação de suas contas,
ainda que singelamente, tipo receitas, despesas, lucro ou
prejuízo.
Outro fator que muito contribuiu para o
engrandecimento do conhecimento, fora a Revolução
Industrial, pois nesta época viram-se que era mais
barato (menor custo) produzir certa mercadoria, do que simplesmente
buscar pronto noutros continentes.
A partir de 1920, a contabilidade começou
a ganhar nova importância, se inicia a fase de predominância
americana dentro da Contabilidade, também auxiliada
pelo poderio econômico e político da grande
nação.
No Brasil, foi a Escola de Comércio
do Rio de Janeiro foi a primeira escola de Contabilidade
no Brasil reconhecida pelo decreto 1.339 de 09/01/1905 e
dava ao aluno concluinte o diploma de guarda-livros e perito
judicial. O decreto nº 8.191 de 20/11/1945 muda a denominação
de guarda-livros para Técnico em Contabilidade. Somente
em 22/09/1945 que fora criado o primeiro curso superior
em Ciências Contábeis.
O Decreto-lei 9.295 de 27/05/1946 criou
o Conselho Federal de Contabilidade, os Conselhos Regionais
de Contabilidade, com a finalidade de habilitar e fiscalizar
o exercício da profissão contábil,
e definiu as atribuições de Contador e de
Técnico em Contabilidade.
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